
Sobre
Nívea Freitas é uma artista da musica cuja prática transita entre canto, criação, pesquisa e direção artística. Sua atuação se expande para além do palco como soprano, envolvendo a concepção de projetos culturais, a elaboração de roteiros, a criação de novos formatos de concerto e a integração de linguagens como audiovisual, dramaturgia e multimídia. Em seus trabalhos autorais, desenvolve uma abordagem interdisciplinar na qual atua como performer, criadora, diretora e produtora.
Doutoranda na linha de “Processos Analíticos e Criativos”, sob orientação de José Padovani e Axel Petri-Preis, concluiu recentemente um ano de Erasmus na mdw – Universität für Musik und darstellende Kunst Wien, (Viena Áustria) com apoio da Fapemig e do programa Erasmus+. Sua formação internacional inclui o Konzertexamen e o Mestrado em Canto Lírico pela Hochschule für Musik und Theater Hamburg, na classe de Mark Tucker.
No Brasil, é bacharel em Canto e mestre em Performance pela UFMG, com passagem pela Sorbonne Nouvelle (Paris) e aperfeiçoamento na École Normale de Musique de Paris, onde recebeu o diploma “Chant Lyrique, à l’unanimité du jury”, sob orientação de Caroline Dumas.
Como intérprete, desenvolveu trabalhos junto a importantes instituições e salas de concerto, como a Filarmônica de Minas Gerais, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, a Orquestra Ouro Preto, a Sala Cecília Meireles, a Laeiszhalle Hamburg e a Staatsoper Hamburg, além de intensa atuação em música de câmara.
A singularidade de sua trajetória reside em uma formação multidisciplinar que inclui um primeiro bacharelado em Física pela UFMG. Essa base, aliada à sua pesquisa em performance musical, sustenta uma prática artística que articula reflexão crítica e criação. Seus projetos investigam novas formas de experiência do concerto, propondo relações entre repertório, narrativa e temas contemporâneos, frequentemente por meio de dispositivos cênicos e audiovisuais.
Em 2018, venceu o concurso alemão CLAB Festival – Neue Konzert Ideen com o projeto Cuckooland: Ein Liederabend mit Animationsfilm und Multimedia. Entre suas criações audiovisuais estão as séries Ophelia, a Louca (2020), Ophelia, a Histérica (2021), e o documentário Economia Criativa em Perspectiva: Bastidores de Da Terra à Lua, realizados com financiamento público à cultura.
Concebeu e fundou a CASA HÍBRIDO, espaço colaborativo voltado à economia criativa, que funcionou de 2019 a 2026, abrigando iniciativas de microempreendedores e projetos culturais, e da CASA HÍBRIDO PRODUÇÕES, dedicada à criação e produção de projetos artísticos nas áreas de performance musical e audiovisual.